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2 de fevereiro de 2026

O Caso Epstein e a Desigualdade

É preciso pensar não só em aumentar o salário mínimo, mas em instituir um “salário máximo”, para que bilionários como os que rodeavam Epstein não existam no Brasil.

Por Juventude Trabalhista

O amontoamento de milionários, bilionários, realezas e membros dos mais diversos segmentos das elites socioeconômicas presente, contando até com a presença do atual presidente dos EUA, nos documentos desclassificados do caso Jeffrey Epstein chamou a atenção do público.

Haveria uma correlação entre o acúmulo desenfreado de riqueza, a desigualdade e o caso Epstein? A resposta é sim.

A obra 120 Dias de Sodoma, do autor francês Donatien Alphonse François de Sade, o Marquês de Sade, descreve a lógica íntima das elites quando o poder se torna absoluto e deixa de reconhecer qualquer limite ético.

Suas grotescas representações de comportamentos escusos das elites, contudo, tornaram-se realidade no caso de Jeffrey Epstein.

A avareza é insaciável e leva à luxúria. A insaciabilidade e a falta de limites levam, inevitavelmente, ao grotesco.

É preciso, portanto, estabelecer limites ao poder econômico, pois sua liberdade plena criará mais e mais “casos Epstein” no mundo inteiro.

É preciso não só mitigar desigualdades e taxar os super-ricos, mas submeter o capital a uma posição subordinada para que esses pedo-oligarcas não tenham poder algum em nossa pátria.

É preciso pensar não só em aumentar o salário mínimo, mas em instituir um “salário máximo”, para que bilionários como os que rodeavam Epstein não existam no Brasil.

E, para tudo isso, para alcançarmos a utopia proclamada pelo patrono Darcy Ribeiro (que não produzirá um Epstein), é preciso, antes de tudo, soberania.