Getúlio Vargas
Getúlio Dornelles Vargas (1883-1954) foi a figura central da política brasileira que, após a Revolução de 1930, revolucionou a vida nacional, desmantelando o poder das elites oligárquicas e implementando um projeto nacionalista popular e desenvolvimentista.
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Texto síntese
A partir dos textos de Guilherme Dino · 2 min
A síntese reúne o que os autores escreveram. Os textos originais, na íntegra, estão nas outras abas.
Getúlio Dornelles Vargas (1883-1954) foi a figura central da política brasileira que, após a Revolução de 1930, revolucionou a vida nacional, desmantelando o poder das elites oligárquicas e implementando um projeto nacionalista popular e desenvolvimentista. Em seu primeiro e longo período no poder (1930-1945), Vargas empreendeu profundas reformas políticas, sociais e econômicas. Logo após a Revolução de 1930, criou o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio com o objetivo de regular as relações entre capital e trabalho. Por meio de decretos, estabeleceu uma série de direitos para os trabalhadores, culminando na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) em 1943. Direitos marcantes desse período incluem a Jornada de Trabalho de 8 horas (1932), Férias Remuneradas (1932), o Salário Mínimo (1936) e o Descanso Semanal Remunerado (1943). Na política econômica, Vargas iniciou a política de substituição de importação, oferecendo incentivos fiscais ao empresariado nacional para desenvolver indústrias leves (têxtil, alimentos, etc.). Essa medida foi crucial para superar a Crise de 1929, que havia quebrado a economia agrária do café, levando o governo a queimar toneladas do produto para amenizar as tensões. Com o advento do Estado Novo (1937) e a eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939), Vargas alinhou-se aos Aliados, o que permitiu a fundação de grandes indústrias pesadas estatais, essenciais para a soberania econômica, como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em 1941, a Fábrica Nacional de Motores (FNM) em 1942 e a Vale do Rio Doce em 1942.
Em seu segundo governo (1951-1954), Vargas retornou à presidência com grande apoio popular e focou na continuidade do projeto nacional de industrialização estatal. Ele fundou o BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, atual BNDES) para financiar as indústrias pesadas, e a Petrobrás (1952-1953) para garantir a soberania energética do Brasil. Meses antes da Crise de Agosto, que culminaria em seu suicídio em 1954, Vargas dobrou o salário mínimo em 100%, consolidando sua imagem como líder trabalhista e nacional-desenvolvimentista. Seus anos de governo ficaram marcados na história do Brasil como um período de profundas transformações que influenciou os governos seguintes até 1964.