Chauvinismo
O Chauvinismo é definido como uma corrente do pensamento social retrógrado, típico dos países imperialistas ou que serve a eles como ardil ideológico, e se configura como um "nacionalismo hiperbólico".
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Texto síntese
A partir dos textos de Alan Santana, Helena Alves · 2 min
A síntese reúne o que os autores escreveram. Os textos originais, na íntegra, estão nas outras abas.
O Chauvinismo é definido como uma corrente do pensamento social retrógrado, típico dos países imperialistas ou que serve a eles como ardil ideológico, e se configura como um "nacionalismo hiperbólico". O termo deriva do soldado francês Nicolas Chauvin, cuja performance patriótica e auto-glorificação exacerbada durante as campanhas de Napoleão conferiram ao seu sobrenome a acepção do que é sobejamente orgulhoso de si mesmo. O conceito é usualmente empregado na caracterização de ações políticas, econômicas e culturais revestidas de intensa exacerbação do meio nacional em detrimento do que é estrangeiro.
Existe uma distinção substancial entre chauvinismo e nacionalismo. O nacionalismo confere primazia ao interesse nacional sem preconizar a superioridade de sua vida nacional em oposição voraz às pátrias alheias. Em contrapartida, o chauvinismo, em consequência de sua exorbitância, deixa de ser nacionalismo por excelência, pois descamba para a agressão contra nações e povos externos, tornando-se uma arma ideológica das classes dominantes para semear o ódio entre as massas das diversas nações e arregimentá-las para a guerra imperialista.
O chauvinismo, defendendo de maneira irracional uma doutrina expansionista e militarista, usa do sentimento de pertencimento a uma comunidade para afirmar que todas as demais comunidades são inferiores e que, portanto, a sua comunidade pode livremente atuar como superior em aspecto moral, social, econômico ou racial. Este sentimento foi especialmente utilizado pelos demagogos fascistas que levaram à Segunda Grande Guerra.
Nos conflitos interimperialistas do século XX, o “nacionalismo” das potências avançadas, pertencente ao acervo ideológico da burguesia monopolista, possuía caráter chauvinista. Ele fundamentava sua agressão a outras nações na busca pela partilha do globo e pelas zonas de influência econômica, rechaçando os movimentos de libertação nacional das regiões subdesenvolvidas, as quais precisavam ser conservadas em condição semicolonial. O chauvinismo proferido pelo exército intelectual das potências centrais evoca uma pretensa “defesa da pátria” no preparo do terreno para a guerra, justificando as nações exploradas como “inferiores”.
Importa observar que o nacionalismo não configura um ingrediente inerente ao fascismo.
À proporção que nos países imperialistas o fascismo é chauvinista, nos países subdesenvolvidos o fascismo serve-se de falso e demagógico nacionalismo, pois, na prática, intensifica a dominação do país pelo poder econômico estrangeiro. Em contrapartida, o nacionalismo dos países oprimidos é legítimo, propugnando a defesa da pátria e a luta por sua independência nacional, autonomia de destino e emancipação cultural, chocando-se com os elementos que querem a nação perpetuamente subjugada.